Cantores da Estrela: “Trabalho infantil não deve ser um destino”

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Vestidos como os Reis Magos, com a estrela cometa e seus cantos, os “Cantores da Estrela” batem às portas das casas dos alemães, todos os anos, nos dias que precedem a Epifania. Crianças de paróquias católicas alemãs, que fazem parte da Obra Missionária da Infância, levam, de lar em lar, as bênçãos às famílias, arrecadando doações para seus coetâneos que mais sofrem.

Vatican News com Agência Fides

A luta contra a exploração do trabalho infantil está no centro da 68ª edição da iniciativa dos “Cantores da Estrela 2026”, intitulada, que tem como título: “A escola ao invés da fábrica – Cantores da Estrela contra o trabalho infantil”.

A iniciativa chama a atenção do grupo “Cantores da Estrela” sobre a questão do trabalho infantil e destaca a importância dos direitos das crianças à proteção e à educação.

O trabalho infantil é proibido, em âmbito internacional, e o número de crianças que trabalham diminuiu, recentemente. No entanto, 138 milhões de crianças, em todo o mundo, ainda são obrigadas a trabalhar, das quais 54 milhões em condições bastante perigosas, insalubres e exploratórias. As organizações parceiras da “Infância Missionária” trabalham, em muitos países, para livrar as crianças do trabalho, dando-lhes a oportunidade de frequentar a escola; tentam conscientizar pais, comunidades, empresas e autoridades locais sobre os direitos das crianças, sobretudo, os direitos à proteção e educação, rompendo o ciclo vicioso da pobreza, do trabalho infantil e da falta de desenvolvimento.

“O trabalho infantil, porém, não deve ser um destino, mas a consequência de decisões políticas e econômicas”, afirmou o Padre Dirk Bingener, presidente da Infância Missionária da Alemanha, em um comunicado por ocasião do Dia Internacional da Criança, e acrescenta: “Portanto, faço um apelo aos responsáveis políticos da Alemanha, Europa e do todo o mundo, para que façam todo o possível para que os direitos das crianças sejam respeitados em todos os lugares…; esforcem-se, como fazem os “Cantores da Estrela”, para que as crianças possam ir à escola e não sejam exploradas como mão de obra barata”.

Vestidos como os Reis Magos, com a estrela cometa e seus cantos, os “Cantores da Estrela” batem às portas das casas dos alemães, todos os anos, nos dias que precedem a Epifania. Crianças de paróquias católicas alemãs, que fazem parte da Obra Missionária da Infância, levam, de lar em lar, as bênçãos às famílias, arrecadando doações para seus coetâneos que mais sofrem.

Desde o início, em 1959, a Campanha da Epifania, que se tornou a maior iniciativa de solidariedade do mundo, feita por crianças para crianças, sustenta projetos para a infância na África, América Latina, Ásia, Oceania e Leste europeu. A Pontifícia Obra da Santa Infância utiliza os fundos para realizar projetos em todo o mundo, nas áreas da educação, saúde, pastoral, nutrição e integração social.

Os Cantores da Estrela estão comemorando um aniversário especial: há dez anos, em 4 de dezembro de 2015, a tradicional iniciativa missionária dos “Cantores da Estrela” (“Aktion Dreikönigssingen“) foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO (cf. Fides 18.12.2015), como afirma o Padre Dirk Bingener: “O trabalho dos Cantores da Estrela continua sendo uma iniciativa, que, ainda hoje, inspira as crianças, que contribuem, pessoalmente, para um mundo melhor; como verdadeiras bênçãos, elas levam bênçãos às demais crianças”.

Delegações dos Cantores da Estrela da Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, Eslováquia e Hungria participaram de uma celebração litúrgica, na Basílica de São Pedro, nesta quinta-feira, 1º de janeiro, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, presidida pelo Papa Leão XIV.

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