D. João Carlos: “proximidade, solidariedade e esperança às vítimas das cheias”

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Num momento em que Moçambique é particularmente assolado por fortes chuvas, cheias, temporais e destruições de habitações, sobretudo na região Sul, mas também noutras partes de Moçambique, o Arcebispo de Maputo, Dom João Carlos Hatoa Nunes, dirigiu uma mensagem aos fiéis da arquidiocese e a todas as pessoas de boa vontade, expressando “solidariedade, proximidade e esperança” às pessoas e regiões do País atingidas pela calamidade.

Pe. Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

“São inúmeras as famílias desalojadas, pessoas que perderam os seus bens, o seu sustento e, em alguns casos, entes queridos”, sublinha o prelado, confiando “todos os atingidos à intercessão maternal de Nossa Senhora, Mãe de esperança e consolação, para que ampare os que choram, fortaleça os que perderam tudo e sustente aqueles que trabalham no socorro às vítimas”.

Cheias não são apenas um fenómeno natural

Inspirando-se na palavra de Deus que nos recorda que “a obediência vale mais do que os sacrifícios” (1Sam 15, 22), Dom João Carlos ressalta na mensagem que a mesma palavra nos fala através da realidade que vivemos: “as cheias não são apenas um fenómeno natural; elas interpelam-nos enquanto pessoas, comunidades e sociedade, chamando-nos à responsabilidade, ao discernimento, ao cuidado com a lar comum e à atenção aos mais vulneráveis”, observou o arcebispo, acrescentando que Deus nos fala através do clamor dos pobres e dos que sofrem, e ignorar essa voz tem consequências.

Tempo de uma fé que se traduz em gestos de solidariedade

Para o arcebispo de Maputo, este não é tempo de acusações estéreis nem de discursos que dividem, mas “tempo de consciência, conversão e compromisso, de uma fé que se traduz em gestos concretos de amor e solidariedade”. E é neste espírito que a Cáritas Arquidiocesana de Maputo está a levar a cabo uma campanha de recolha de apoios, contando com a generosidade de cristãos e de todas as pessoas de boa vontade, com o objetivo de mitigar o sofrimento de tantas famílias atingidas, enfatizou o prelado, encorajando paróquias, comunidades, grupos e todos os fiéis da Arquidiocese a continuarem a mobilizar-se, promovendo gestos simples, mas eficazes, de auxílio fraterno.

“Todos podem dar a sua contribuição, por menor que seja, cada gesto conta, cada partilha é um sinal de esperança para quem perdeu quase tudo”, escreve Dom João Carlos na mensagem.

No pós-cheias reconstruir casas mas também responsabilidades

A terminar, Dom João Carlos lança um olhar ao período pós-cheias, para reafirmar que somos chamados não apenas a reconstruir casas, mas também a reconstruir relações, atitudes e responsabilidades, para que situações semelhantes encontrem um povo mais preparado, mais atento e mais solidário.

Que este tempo difícil seja também um tempo favorável, no qual nasça um Moçambique mais consciente, mais fraterno e mais cuidadoso com a vida humana e com a criação, conclui o prelado.

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