Na Missa Crismal celebrada na Sé Catedral de Nampula, norte de Moçambique, Dom Inácio Saúre destacou as alegrias e fragilidades do ministério sacerdotal e exortou o povo de Deus a rezar, encorajar e caminhar com os seus pastores.
Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique
A Arquidiocese de Nampula viveu nesta Terça-feira Santa um dos momentos mais importantes da caminhada litúrgica rumo à Páscoa, com a celebração da Missa Crismal, na Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima, presidida pelo Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre.
A celebração reuniu sacerdotes de todas as regiões pastorais da Arquidiocese, incluindo missionários, e contou com a participação de irmãs e irmãos consagrados, seminaristas, leigos e centenas de fiéis.
Durante a missa, os sacerdotes renovaram as suas promessas sacerdotais, num gesto de comunhão com o seu bispo e de fidelidade à missão que receberam ao serviço do povo de Deus.
Na homilia, Dom Inácio Saúre destacou que o sacerdote é chamado por Deus para anunciar a Boa Nova, consolar os aflitos e servir a comunidade, mas recordou também que o padre é um homem com fragilidades, medos e lutas interiores.
O Arcebispo falou dos desafios silenciosos vividos por muitos sacerdotes, como o medo de decepcionar a Deus, a solidão, a crítica constante, a possibilidade de cair em pecado ou de não corresponder plenamente à missão recebida.
Perante esta realidade, Dom Inácio deixou um apelo aos fiéis.
“Antes de criticar um padre, orai por ele. Antes de julgar um padre, encorajai-o. Antes de falar mal de um padre, lembra-vos de que ele também está a lutar pela salvação da própria alma.” Apelou Dom Inácio.
Na mesma homilia, o Arcebispo agradeceu aos sacerdotes da Arquidiocese pelo seu serviço pastoral e pediu orações também pelos seminaristas, futuros sacerdotes da Igreja.
Dom Inácio Saúre apelou ainda às comunidades cristãs para que apoiem espiritual, material e financeiramente a formação sacerdotal, sublinhando que esta é uma responsabilidade de toda a Igreja.
A Missa Crismal marca tradicionalmente a unidade entre o bispo, os sacerdotes e o povo de Deus, sendo também o momento em que são benzidos os santos óleos usados nos sacramentos ao longo do ano.


