Outro compromisso do Papa em Bata, nesta terça-feira, 22/04, foi uma visita ao monumento comemorativo dedicado às vítimas da explosão de 7 de março de 2021. Diante do memorial, o Santo Padre permaneceu em oração silenciosa e depositou uma coroa de flores.
Thulio Fonseca – Vatican News
Depois do encontro com os detentos da prisão de Bata, o Papa Leão XIV viveu um momento de recolhimento na capital econômica da Guiné Equatorial, no monumento erguido em memória das vítimas da explosão de 7 de março de 2021. Devido à forte chuva que atingiu a cidade, o Pontífice deteve-se por um breve momento, em silêncio e oração, e depositou uma coroa de flores diante do memorial, num gesto de proximidade com as famílias, os sobreviventes e toda a comunidade ferida por um dos episódios mais dolorosos da história recente do país.
Uma ferida ainda aberta
A explosão de 7 de março de 2021 foi atribuída oficialmente a um incêndio que atingiu a área de armazenamento de explosivos do quartel militar de Nkoantoma, em Bata, provocando uma sequência devastadora de detonações. As autoridades da Guiné Equatorial relacionaram o acidente à negligência no manejo e na guarda de dinamite e outros materiais explosivos. Nas horas e nos dias seguintes, surgiram suspeitas sobre a possível origem do fogo em queimadas nas áreas vizinhas, atribuídas por algumas versões a agricultores da região, mas a presença desses agricultores no local não foi confirmada. Ao mesmo tempo, agências e entidades ligadas aos direitos humanos insistiram na necessidade de uma investigação cuidadosa, independente e transparente sobre as circunstâncias do acidente. O balanço posteriormente consolidado por organismos humanitários apontou 107 mortos e 615 feridos, além de extensos danos em casas, edifícios e outras estruturas urbanas da cidade.

