Na Venezuela, cerca de 680 mil crianças sofrem com as consequências do terremoto

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Milhares de famílias perderam suas casas devido a desabamentos estruturais, forçando crianças a viver em refúgios improvisados. Os tremores duplos em um curto intervalo geraram um impacto emocional devastador. Representantes de organizações relatam que ruídos repentinos e chuvas fortes causam pânico imediato nos menores. Há uma demanda massiva por psicólogos e assistentes sociais para lidar com traumas de longo prazo.

Vatican News

Na Venezuela, aproximadamente 680 mil crianças precisam de assistência humanitária após o devastador terremoto que atingiu o país, seguido por 940 réplicas, segundo Save the Children, organização não governamental que atua há mais de cem anos na proteção de crianças em situação de risco.

Segundo dados oficiais citados pela organização, o terremoto causou ao menos 3.342 mortes, 16.740 feridoss, enquanto 6.462 pessoas foram resgatadas e 17.345 perderam suas casas, forçando crianças a viver em refúgios improvisados



Uma criança recebe atendimento médico no hospital de campanha da Marinha do Brasil após os terremotos de 24 de junho, em La Guaira, Venezuela, em 2 de julho de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Milhares de famílias encontraram abrigo em barracas montadas nas ruas, na praia, em parques e em frente a casas danificadas. Com a estação chuvosa em curso no país, seus pertences, incluindo colchões, estão ficando encharcados e não há como secá-los, obrigando adultos e crianças a dormir em condições precárias. Segundo a Save the Children, dormir ao ar livre na chuva ou em colchões úmidos está piorando a saúde das crianças mais novas, muitas das quais contraíram infecções respiratórias, enquanto a superlotação em barracas favorece a disseminação de infecções, inclusive entre bebês.

As equipes da organização também observaram sinais de sofrimento psicológico em crianças, algumas das quais demonstram agressividade, ansiedade e estresse; as escolas permanecem fechadas e muitas crianças não têm onde passar os dias ou atividades para fazer.

Apesar do estresse, continua a Save the Children, as crianças ainda conseguem achar momentos de alívio, acompanhando com entusiasmo a Copa do Mundo ou graças à presença de animais de estimação trazidos por suas famílias durante a fuga. Juntamente com parceiros locais, presentes no local desde o terremoto, a organização está respondendo às crescentes necessidades de famílias e crianças deslocadas por meio de atividades para restaurar um senso de normalidade aos mais jovens, assistência médica básica por meio de unidades móveis e a distribuição de bens essenciais, incluindo kits de higiene.

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