Desertificação e degradação do solo na pauta da COP17, na Mongólia

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A COP17, portanto, representa uma oportunidade para ampliar os compromissos internacionais de recuperação das terras degradadas e de prevenção da desertificação. Em Ulan Bator, governos, especialistas e representantes de diferentes setores da sociedade são chamados a construir respostas comuns para um problema que ultrapassa fronteiras.

Vatican News

A cidade de Ulan Bator, capital da Mongólia, sedia a COP17, a 17ª reunião da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD).

O encontro reúne representantes dos 197 países e demais partes signatárias da Convenção, além de líderes políticos, cientistas, organizações da sociedade civil, empresas, jovens, povos indígenas, pastores e agricultores. A conferência busca fortalecer a cooperação internacional diante dos desafios relacionados à degradação dos solos, à desertificação e à gestão sustentável das terras.

A escolha da Mongólia como sede da COP17 tem um significado especial, já que o país está entre os territórios fortemente afetados pela desertificação e pela degradação do solo. As mudanças ambientais, a falta de água e a deterioração das áreas de pastagem representam desafios importantes para as comunidades que dependem diretamente da terra e dos recursos naturais. Nesse contexto, a experiência mongol oferece um cenário concreto para discutir soluções capazes de conciliar a proteção dos ecossistemas com as necessidades econômicas e sociais das populações.



Voluntários plantam mudas durante uma campanha nacional de plantio de árvores com o objetivo de combater as mudanças climáticas e o aquecimento global, que têm sido os catalisadores da desertificação no país, em Basra, Iraque. REUTERS/Mohammed Aty

Entre os grupos que ganham destaque no encontro estão os pastores e agricultores, cuja atividade está diretamente ligada à conservação e ao uso sustentável dos territórios. O pastoreio, quando realizado de maneira adequada, pode contribuir para a manutenção dos ecossistemas e para a preservação dos meios de subsistência das comunidades rurais. Por isso, a participação desses setores nas discussões da COP17 pretende assegurar que os conhecimentos tradicionais e as experiências locais sejam considerados na formulação de políticas internacionais de combate à desertificação.

A reunião ocorre também no contexto do Ano Internacional da ONU dos Pastos e dos Pastores (IYRP 2026), o que reforça a importância atribuída às áreas de pastagem e às comunidades pastorais. A iniciativa busca chamar a atenção para o papel desses territórios na segurança alimentar, na biodiversidade, na sustentabilidade ambiental e na sobrevivência de milhões de pessoas. Ao colocar os pastores no centro do debate, o encontro procura reconhecer não apenas sua vulnerabilidade diante da degradação ambiental, mas também sua contribuição para a gestão responsável dos recursos naturais.

A COP17, portanto, representa uma oportunidade para ampliar os compromissos internacionais de recuperação das terras degradadas e de prevenção da desertificação. Em Ulan Bator, governos, especialistas e representantes de diferentes setores da sociedade são chamados a construir respostas comuns para um problema que ultrapassa fronteiras. A proteção dos solos, das pastagens e dos meios de subsistência das populações rurais aparece, assim, como uma questão ambiental, social e econômica, fundamental para garantir um porvir mais sustentável para as próximas gerações.

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