Missão cruza oceanos. Enquadrado no mês missionário e no jubileu dos 10 anos da presença dos Irmãos Capuchinhos em São Tomé e Príncipe, partiu em peregrinação da ilha cabo-verdiana da Brava, um grupo de 19 pessoas das paróquias Nossa Senhora do Monte e de São João Baptista com a finalidade de ir conhecer a realidade da missão capuchinha naquelas ilhas do Equador e descobrir a história partilhada pelos dois países irmãos.
Rádio Maria – Cabo Verde
Uma missão que cruzou os oceanos em 8 de setembro de 2016, a pedido do então Bispo de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel António Mendes dos Santos, e aceite pelo Custódio de Cabo Verde. A missão foi criada para apoiar a diáspora cabo-verdiana e as populações locais, com particular atenção para as comunidades carenciadas e os idosos nas roças.
A visita terá a duração de quinze dias conforme avança o Frei José Garcia.
Trata-se de uma longa e custosa viagem missionária. As dificuldades de gestão são visíveis, admite Frei Garcia. Porém, as expectativas são altas depois de uma longa preparação, considera.
O mentor desta peregrinação partilha da opinião que são 10 anos, de bençãos, uma missão para continuar, disse quando solicitado a falar do trajeto dos capuchinhos em terras são-tomenses.
Este gesto mais do que uma viagem geográfica, representa um abraço, uma ponte de comunhão para conhecer in loco os frutos, os desafios e o trabalho missionário ali realizado ao longo desta última década.
Em São Tomé e Príncipe, Frei Ademário Delgado que pertence a Conferência Regional dos Superiores Maiores da África Austral (RCMSSA), é o guardião da Fraternidade e orienta a Paróquia de São José dos Angolares (no distrito de Caué, no sul da ilha de São Tomé), enquanto que o Frei Gilson Oliveira é Pároco em Santo Isidoro de Ribeira Afonso, ambos apoiados pelo Frei Alcindo do Rosário. No sul desse país africano, os capuchinhos estão empenhados na promoção humana e cristã com atenção especial para os idosos, que são os mais carenciados.

