“Continuemos juntos a rezar pela paz”, exortou Leão XIV ao final do Angelus: “que o Senhor inspire escolhas de colóquio e de paz!”. Os apelos foram dirigidos ao Iêmen, que sofre agravamento da emergência humanitária na cidade de Taiz, e à Jordânia, onde um ataque terrorista desestabilizou a “convivência pacífica” em Hammoud. “Vamos nos unir espiritualmente” aos líderes religiosos a partir de Assis, lembrou o Papa, para o Encontro pela paz que começa neste domingo (25/10).
Andressa Collet – Vatican News
O Papa Leão XIV, ao final da oração mariana do Angelus deste domingo (25/10) a cerca de 20 mil pessoas na Praça São Pedro, voltou a exortar “o colóquio e a paz” entre os povos. Os apelos do Pontífice começaram pelo Iêmen, para que “cessem as hostilidades”, favorecendo “o direito de viver em paz” sobretudo na cidade de Taiz – a terceira maior do país -, que sofre com o agravamento ligeiro da emergência humanitária. Segundo as Nações Unidas, o centro urbano local está isolado há 20 dias com os combates entre rebeldes e forças do governo que tomaram as principais rotas de abastecimento, o que dificulta o deslocamento de civis e a entrada de alimentos e combustível. O Programa Mundial de Alimentos da ONU consideração que mais de 800 mil pessoas em Taiz continuam sem acesso a ajuda humanitária. Pela grave situação, veio o apelo do Papa:
“Queridos irmãos e irmãs, acompanho com preocupação a grave situação humanitária no Iêmen, especialmente na cidade de Taiz, onde a população sofre com a falta de alimentos, água e cuidados médicos. Dirijo um apelo sincero para que cessem as hostilidades e seja garantido ao povo iemenita e a todos os povos da região o direito de viver na paz.”
A oração pelas vítimas na Jordânia
Ainda no Oriente Médio, o Papa direciona o pensamento às vítimas do atentado durante um funeral na Jordânia. Após o ataque armado de 23 de outubro, que causou 8 mortos e 40 feridos, os representantes das comunidades cristãs afirmaram à Greco-ortodoxa que o ocorrido não fará senão fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o colóquio inter-religioso. Leão XIV demonstrou proximidade e preocupação:
“Asseguro minhas orações por todos aqueles que foram mortos e feridos na última sexta-feira, no ataque terrorista contra os fiéis da Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Hammoud, na Jordânia. Estou próximo àquela comunidade e a todo o país, que se destaca pela convivência pacífica e pelo respeito entre as diferentes religiões.”
Encontro pela paz e de união espiritual em Assis
Enfim, o Papa Leão XIV citou o encontro “Paz desarmada e desarmante” que começa neste domingo (25/10), em Assis, para reforçar o apelo apartir da Itália:
O Pontífice deve enviar uma mensagem manifestando “proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes das confissões cristãs e das religiões, assim como aos convidados que estarão presentes, na convicção de que o Espírito de Assis, o colóquio e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos”. Isso porque, ainda segundo um comunicado da Santa Sé divulgado na última sexta-feira (23/10), o Papa “não poderá estar presente em Assis no dia 27 de outubro, como estava previsto”, para “favorecer a recuperação após a cirurgia torácica” realizada em 13 de outubro, no Hospital Gemelli, de Roma, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar.
A natureza da doença foi confirmada em boletim médico de 21 de outubro, que apresentou os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular: com base em uma avaliação oncológica posterior, “não é necessária nenhuma terapia adicional” para o Papa. Nessa última semana, após alta do hospital em 17 de outubro, Leão XIV manteve os compromissos previstos na agenda, enquanto prossegue o período de recuperação no Vaticano.

