Sentido do Discernimento – 2ª parte

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Hoje, quero propor alguns pensamentos sobre discernimento. Discernir quer dizer: dividir em profundidade, penetrar no interior, simpatizar com o evento humano por ser humano; por isso, implica projetos, esperanças, ilusões, desejos, sofrimentos.

O discernimento não se restringe à escolha vocacional ou à vida eclesial: é algo muito abrangente e exigente. É necessário discernimento em todas as escolhas da vida: social, política, cultural, relacional. Todo dia experimentamos divergências, conflitos, às vezes, divisões e contraposições. Também em nossas igrejas: propostas pastorais não partilhadas, escolhas éticas e políticas diferentes, cada qual na convicção de ter o ponto de vista mais certo. Quantas vezes ficamos na dúvida se é mais oportuno falar ou ficar em silêncio; silêncio que nem sempre é ouro, mas pode esconder oportunismos ou fugas. A gente se pergunta: estou sendo fiel a Jesus e ao Evangelho, ou sigo mais os critérios do mundo? Estou escolhendo o bem comum ou de um grupo ou partido? A lista dos questionamentos é longa. Lembro um antigo ditado (simples convite a nos espelhar, com sinceridade e humildade): ‘Cada qual interpreta os acontecimentos segundo a forma da sua cabeça (e do seu coração)’.

O discernimento consiste nessa capacidade de analisar o que acontece, e avaliar seu sentido; para quem segue Jesus, à luz de seu ensinamento. Aos bispos italianos, o Papa Francisco lembrava que “a nossa vocação cristã e episcopal é ir contra a corrente: isso é, sermos testemunhas jubilosas de Cristo Ressuscitado para transmitir felicidade e esperança aos outros”; recomendava: “apropriar-se dos mesmos sentimentos de Cristo, de humildade, compaixão, misericórdia, realização – a caridade de Cristo é concreta – e sabedoria” (Assembleia Geral, 18/05/2015).

(5ª Parte do Artigo de Dom Félix sobre o Discernimento)

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