A santidade das famílias no dia a dia!

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“A santidade das famílias não é a santidade dos anjos e arcanjos. É a santidade do dia a dia, isto é, do cotidiano e na família. Famílias possuem suas quedas, mas se dão os momentos de reerguimento, é justamente este ponto que carece vir à tona. Não devemos expor um ideal de santidade inatingível, pois aí é claro que as famílias irão se dispersar da Igreja”, diz o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, padre Crispim dos Santos, em entrevista ao Vatican News

Marília de Paula Siqueira – Vatican News

No X Encontro Mundial das Famílias, que se realiza de 22 a 26 de junho, o Brasil está representado por sua delegação. Padre Crispim Guimarães dos Santos é o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e conversou com o Vatican News.

Sobre o Festival das Famílias que na noite desta quarta-feira, dia 22, abriu o Encontro, o sacerdote nos relatou: “Foi o coroamento de um momento esperado por dois anos. Para este Encontro houve uma preparação com atividades nas Igrejas particulares, mesmo com a pandemia. É relevante destacar que o momento que vivenciamos no Festival das Famílias também foi vivenciado pelas famílias brasileiras. Inúmeras paróquias fizeram a abertura deste Encontro, e também pelas redes sociais houve transmissões permitindo que as pessoas se sintam mais próximas do Santo Padre”.

Momento de aprofundar!

Para o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, este Encontro é o momento de “aprofundar o que sentimos como necessidades em nossas Igrejas particulares e especialmente na vida das famílias que é a Igreja doméstica. Vivemos um momento de dispersão sobre o que é ser família, mas também estamos em um período que nos chama a viver um processo, isto é, um caminho catecumenal. A evangelização não deve ser feita por etapas, ou seja, fazemos a parte do Batismo e logo voltamos para a catequese e seguimos para o casamento, há a necessidade de fazermos um caminho contínuo. Neste caminho contínuo a Igreja doméstica tem um papel fundamental. É preciso criar uma liturgia para as famílias, assim como o sacerdote celebra a eucaristia e os outros sacramentos. Na família é preciso que se estabeleça o processo da liturgia e que seja contínuo”.

A delegação brasileira!

Sobre a delegação brasileira que participa do encontro, padre Crispim informou que o número de 35 vagas que foi concedido para o Brasil foi preenchido: “esta delegação é composta por pessoas inseridas nas comunidades. É primordial que a vida das paróquias e dioceses também seja refletida através dos momentos durante o Encontro. O desejo é que essas pessoas voltem para serem multiplicadoras das ideias aqui lançadas. A escolha destas pessoas é a partir da vida concreta de comprometimento com as famílias no Brasil. São casais de grupos paroquiais (Pastoral Familiar) e de movimentos. Somos um grupo eclético com a mesma finalidade: a santificação das famílias”.

A Pastoral Familiar no Brasil:

Sobre o trabalho desenvolvido na Pastoral Familiar do Brasil padre Crispim nos disse: “é desafiador este trabalho, pois a realidade é desafiadora. As famílias atuais não são as mesmas de décadas passadas, por isso, não se tem uma tradição cristã incutida atualmente nas famílias brasileiras. Percebemos que quando a família se declara fiel participante, outras pessoas ficam espantadas. E nós como comissão estamos atentos a esta realidade”.

Pastoral Familiar acolhedora!

Um pedido do Papa Francisco para a pastoral é este: “Que sejamos uma Pastoral Familiar acolhedora. A primeira ação deve ser a de acolher as pessoas, logo depois é preciso dar as mãos e realizar um processo de acompanhamento, para fazermos um discernimento sobre a fé católica. Não é algo pronto, mas aos poucos e dando passos. Este é o trabalho de fazer com que a consciência das pessoas seja formada”.

Famílias perfeitas?

Durante o Festival das Famílias foram apresentados alguns testemunhos de famílias,  para o padre Crispim “estes testemunhos trazem o ensinamento que é preciso tirar o véu de uma santidade inexistente. A santidade das famílias não é a santidade dos anjos e arcanjos. É a santidade do dia a dia, isto é, do cotidiano e na família. Famílias possuem suas quedas, mas se dão os momentos de reerguimento, é justamente este ponto que carece vir à tona. Não devemos expor um ideal de santidade inatingível, pois é claro que as famílias irão se dispersar da Igreja. As realidades das famílias feridas sejam acolhidas pela Igreja como lembra o Papa Francisco, que diz: ‘A Igreja como hospital de campanha!’, e estas famílias feridas se sintam Igreja”.

Todas as famílias podem participar!

Através dos meios de comunicação o Encontro Mundial das Famílias também se torna realidade nos lares brasileiros: “é uma amplitude de comunicação que tem a centralidade nas famílias, cada lar e Igreja particular se torna um aprofundamento da vivência da vida familiar.”         

Acompanhe toda a cobertura do X Encontro Mundial das Famílias através do Vatican News!

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