A Presidência do Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) convida todas as Igrejas do continente a dedicarem uma intenção especial de oração pela paz durante a próxima Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Vatican News
O apelo foi dirigido pelo arcebispo Gintaras Grušas, presidente da CCEE, aos presidentes das Conferências Episcopais Europeias, no contexto da recente assinatura da Charta Oecumenica atualizada, que ocorreu em Roma em 5 de novembro de 2025. Este gesto abre oficialmente a fase de recepção do documento em toda a Europa.
“A oração continua sendo a alma de todo o movimento ecumênico (UR, 8) e encontra uma expressão particularmente poderosa durante o Oitavário anual de Oração pela Unidade dos Cristãos”, enfatiza o arcebispo Grušas em sua carta (lembramos que a Igreja no Brasil celebra a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos” entre o Domingo de Pentecostes e o Domingo da Ascensão, este ano, entre os dias 17 e 24 de maio, ndr). A unidade entre os batizados em Cristo, afirma dom Grušas, representa hoje um poderoso instrumento de paz para o mundo inteiro.
25 anos da assinatura da primeira Charta Oecumenica
O convite é feito no 25º aniversário da assinatura da primeira Charta Oecumenica, assinada em Estrasburgo, na França, em 22 de abril de 2001, e em um contexto internacional marcado por sérias ameaças à paz, com conflitos armados e crescentes tensões geopolíticas. Diante dessa situação, as Igrejas são chamadas a renovar com veemência um apelo comum à oração, para que a unidade cresça não apenas entre os cristãos, mas também se torne um fermento de reconciliação entre os povos e as partes em conflito.
“Esta oração comum e o acolhimento da Charta Oecumenica atualizada”, conclui o presidente da CCEE, “são confiados à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Europa, e dos Santos Padroeiros da Europa.”
Um marco significativo no caminho ecumênico
A Charta Oecumenica atualizada representa um marco significativo no caminho ecumênico das Igrejas na Europa. Vinte e cinco anos depois, o documento continua sendo um ponto de referência essencial para promover o colóquio, a cooperação e o testemunho comum entre as Igrejas cristãs do continente. A revisão foi realizada por um grupo de trabalho estabelecido pelo Comitê Conjunto da CCEE e pela Conferência das Igrejas Europeias (CEC).
As Igrejas são agora convidadas a uma acolhida profunda e frutífera da Charta, que se traduza num renovado compromisso com a oração comum, o colóquio ecumênico, a formação e o testemunho partilhado, em diferentes contextos eclesiais e sociais.

