Leão XIV pede a trégua olímpica durante os Jogos de Inverno

0

Milão-Cortina 2026, mas também Portugal, Moçambique, República Democrática do Congo: nos apelos após a oração do Angelus, a oração do Papa foi para as vítimas das violências e das catástrofes ambientais.

Vatican News

Ao saudar os organizadores e atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina, que terão início na próxima sexta-feira, o Papa resgatou a tradição da trégua olímpica, antigo costume que acompanha a realização dos Jogos.

“Espero que todos aqueles que têm a paz entre os povos no coração e que ocupam cargos de autoridade saibam realizar, nesta ocasião, gestos concretos de distensão e colóquio”, disse Leão XIV ao final do Angelus deste domingo. Estes grandes eventos esportivos, acrescentou, constituem uma forte mensagem de fraternidade e reavivam a esperança num mundo em paz. 

Ouça a reportagem completa com a voz do Papa Leão

A oração pelos países afetados por enchentes

Em seus apelos, o Pontífice pediu a oração dos fiéis por todos aqueles que sofrem em decorrência das tempestades que nos últimos dias atingiram Portugal e o sul da Itália. “E não esqueçamos as populações de Moçambique duramente provadas pelas inundações”, disse o Papa manfestando mais uma vez sua proximidade ao país africano, como já havia feito no domingo passado.



O acidente em Portugal   (ANSA)

Mortes em Kivu do Norte

O pensamento do Santo Padre se dirigiu ainda às vítimas de um deslizamento na República Democrática do Congo:

“Asseguro minhas orações pelas numerosas vítimas do desabamento em uma mina em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Que o Senhor sustente esse povo que tanto sofre!

Pelo menos 227 pessoas morreram vítimas de um deslizamento que causou o desabamento de várias minas na grande jazida de extração de coltan de Rubaya, nas áreas da região do Kivu controladas pelos rebeldes do M23, no leste da República Democrática do Congo. O porta-voz do governador da província do Kivu do Norte nomeado pelos rebeldes, Lumumba Kambere Muyisa, explicou que o desabamento ocorreu na quarta-feira devido às fortes chuvas e muitas vítimas permanecem enterradas na lama, razão pela qual o balanço de mortos está emergindo apenas agora e poderá aumentar.

A mina de Rubaya

A mina de Rubaya

Crianças entre as vítimas

Entre os mortos de Rubaya, além dos mineradores, também há crianças, por sua vez empregadas nas escavações, e mulheres que trabalhavam nos mercados. Algumas pessoas foram salvas a tempo e sofreram ferimentos graves. O governador nomeado pelos rebeldes suspendeu a atividade minerária e ordenou a transferência dos residentes que haviam construído abrigos próximos à mina. De Rubaya, é produzido cerca de 15 por cento do coltan em nível mundial, que é transformado em tântalo, um metal resistente ao calor muito procurado por fabricantes de telefones celulares, computadores, componentes aeroespaciais e turbinas a gás. A jazida, onde a população local escava manualmente por pouco dinheiro, está sob o controle do grupo rebelde M23 desde maio de 2024. 

Honrar a memória das vítimas da violência armada

Por fim, o Santo Padre recordou que a Itália celebra em 1º de fevereiro o “Dia Nacional das Vítimas Civis das Guerras e dos Conflitos no Mundo”. 

“Esta iniciativa é, infelizmente, tragicamente atual: todos os dias, de fato, registram-se vítimas civis de ações armadas que violam abertamente a ética e o direito. Os mortos e feridos de ontem e de hoje serão verdadeiramente honrados quando se põe fim a esta intolerável tirania.”

 

 

Fonte

Escreva abaixo seu comentário.

Por favor escreva um comentário
Por favor insira o seu nome aqui