Moçambique entre os países mais pobres: Igreja pede verdade e responsabilidade

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A Igreja Católica em Moçambique manifesta preocupação com a persistência da pobreza extrema no país, apontado em relatórios internacionais entre os mais pobres do mundo. Em Nampula, Dom Inácio Saúre e a Comunidade Santo Egídio defenderam em entrevista à Rádio Vaticano, no domingo de Páscoa, maior responsabilidade na gestão dos recursos e mais atenção aos pobres.

Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique

Moçambique, um país rico em recursos naturais, continua mergulhado em pobreza extrema. A situação volta a estar no centro do debate, depois de o país ser colocado como o segundo mais pobre do mundo, segundo relatórios internacionais.

Em reacção, o Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, diz que, mais do que discutir números ou posições, o relevante é reconhecer a dura realidade vivida pela população.

O prelado afirma que a pobreza extrema no país é um facto inegável e considera que os problemas nacionais não devem ser escondidos, mas assumidos com verdade e responsabilidade.

Dom Inácio Saúre recorda ainda que já levou esta preocupação a fóruns internacionais, defendendo que Moçambique precisa de ser olhado com seriedade, sem maquilhar a situação social do povo.

Também o representante da Comunidade Santo Egídio em Nampula, Américo Sardinha, manifesta preocupação com aquilo que chama de “tempo da força”, em que o poder e o dinheiro parecem valer mais, enquanto os pobres ficam cada vez mais abandonados.

Américo Sardinha lamenta que um país com tantos recursos continue entre os mais pobres do mundo e defende que a riqueza nacional deve beneficiar todos os moçambicanos.



Américo Sardinha, Comunidade Santo Egídio em Nampula

Sem apontar directamente responsáveis, o representante da Comunidade Santo Egídio considera que os recursos do país só poderão transformar a vida da população se houver melhor gestão e maior compromisso com o bem comum.

A Igreja e os movimentos comunitários entendem que o combate à pobreza exige não só crescimento económico, mas também justiça social, partilha e governação voltada para as necessidades reais da população.

Numa altura em que Moçambique é apontado como o segundo país mais pobre do mundo, vozes da Igreja defendem mais verdade, responsabilidade e justiça na gestão da riqueza nacional.

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