Pe. Alexandre Awi: a pandemia ensinou a confiar mais na família como ‘Igreja doméstica’

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O secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Pe. Alexandre Awi Mello, concedeu entrevista ao Vatica News e comentou a mensagem do Papa Francisco dirigida ao fórum internacional on-line sobre a Amoris laetitia que termina neste sábado (12) e reúne agentes da pastoral familiar de 70 países: “este tempo de pandemia nos ensinou a ver com melhores olhos e com confiança o papel da família como ‘Igreja doméstica’ que dá força e sustentação à vida das pessoas e de toda a sociedade”, disse o brasileiro.

Andressa Collet – Vatican News

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A formação de acompanhadores e a educação dos filhos nortearam o segundo dia de reflexão nesta quinta-feira (10) do Fórum “Em que ponto estamos com a Amoris laetitia?”, evento que reúne em modalidade on-line centenas de representantes da pastoral familiar de todas as Conferências Episcopais e de Movimentos Familiares em nível internacional. Os participantes de 70 países estão fazendo um balanço sobre a aplicação da exortação apostólica do Papa Francisco que já tem 5 anos e trata “da missão da família nos tempos de hoje, fruto de dois sínodos”, recorda o Pe. Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

A mensagem do Papa Francisco

Nesta quarta-feira (9), o próprio Pontífice participou do início das atividades do evento através de uma mensagem em vídeo em que encorajava novamente a Igreja e os leigos a se unirem para uma conversão missionária e com o apoio justamente da Amoris laetitia. O secretário brasileiro do Dicastério confirma que o caminho que estão seguindo segue a orientação do Papa:

“Queremos fazer um balanço e, de alguma maneira também, como pede o Papa, revitalizar essa exortação apostólica: colocá-la nas mãos das próprias famílias, para que elas possam tirar todo proveito dessa carta de amor do Papa às famílias de hoje. Sem dúvida, a mensagem do Papa ontem nos convidava justamente a abrirmos ainda mais as nossas comunidades à participação das famílias como protagonistas da vida da Igreja, da evangelização e da sociedade.”

Este tempo de pandemia nos ensinou a ver com melhores olhos, com confiança o papel da família como ‘Igreja doméstica’ que é aquela que dá força e sustentação à vida das pessoas e de toda a sociedade. Estamos felizes de poder realizar essa reflexão que tem alguns assuntos importantes que vão ser desenvolvidos ao longo das diferentes seções como o tema da preparação ao matrimônio, que seja um verdadeiro processo catecumenal; o tema da educação dos filhos, o tema da família como missão e tantos outros que ao longo desses dias vão sendo desenvolvidos.”

O intercâmbio de experiências internacionais

De fato, neste segundo dia de fórum internacional, um casal italiano abordou o desafio de acompanhar os formadores que se ocupam de casais e famílias. Segundo eles, existe uma certa “ineficácia de algumas ferramentas utilizadas no passado, mas apreciamos o valor do conhecimento das relações que a nossa Mãe Igreja tem construído ao longo dos anos”. Além deles, dois outros casais deram o seu testemunho apresentando projetos já desenvolvidos tanto nos Estados Unidos como na Alemanha.

Na segunda parte do evento, dedicado à educação dos filhos, um casal do Chile propôs questionamentos em relação ao tema e a possibilidade de criar percursos de acompanhamento para os pais, para que tenham as ferramentas para educar melhor os filhos a partir da experiência pessoal e familiar. Nesse contexto foram apresentadas as ações já desenvolvidas na Espanha e no México, como recorda o Pe. Alexandre:

“Temos a possibilidade também de escutar o testemunho de diferentes famílias que já trabalham com projetos que têm dado certo nessas diferentes áreas da pastoral familiar. E esse é o objetivo justamente do encontro: intercambiar experiências, ajudar as conferências episcopais para que possam fazer esse balanço em relação ao que foi feito ao longo desses 5 anos para colocar em prática a exortação apostólica Amoris laetitia, mas também para continuar implementando novas iniciativas e projetos, se deixar inspirar por outros países e movimentos que têm algumas iniciativas nessas áreas da pastoral familiar e assim poder ser mais fecundos na realização daquilo que o Santo Padre espera da pastoral familiar para os dias de hoje. Podemos, então, continuar realizando esse trabalho com muita felicidade e com a certeza de que o Santo Padre está nos acompanhando com a sua bênção e o seu apoio nestes dias. Ele mesmo falou da importância da formação dos leigos, da formação das famílias, da importância de acompanhar as famílias também naquelas situações de fragilidade, e isso é justamente aquilo que nós estamos tentando refletir ao longo destes dias no Fórum Amoris laetitia.”

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