Sudão do Sul: "Que o martírio das irmãs seja uma semente de paz"

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Na basílica romana de São Bartolomeu na ilha, a Comunidade de Santo Egídio fez um culto de oração na segunda-feira, 23 de maio, para recordar as religiosas da Congregação do Sagrado Coração que foram mortas em uma emboscada em agosto passado

Antonella Palermo – Vatican News

As sandálias, o hábito e a cruz peitoral das Irmãs Regina Roba e Mary Daniel Abut foram colocados no altar dos novos mártires da África e Madagascar, na basílica de São Bartolomeu na Ilha do Tibre. Foi o momento mais solene e tocante da oração animada pela Comunidade de Santo Egídio na noite de segunda-feira (23) para comemorar as duas religiosas mortas no Sudão do Sul no dia 16 de agosto do ano passado. Pertencendo à Congregação diocesana das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus da Família Comboniana – particularmente comprometidas com a educação das mulheres, especialmente das jovens – elas foram mortas a tiros durante uma emboscada no micro-ônibus em que viajavam na volta da celebração do centenário da paróquia de Loa, na diocese de Torit. Todos os passageiros, incluindo as duas freiras, tinham conseguido sair do ônibus e fugir, mas os assaltantes visaram especificamente as duas religiosas e as assassinaram.

Altar dos novos mártires da África e Madagascar na Basílica de São Bartolomeu




Altar dos novos mártires da África e Madagascar na Basílica de São Bartolomeu

Dom Vincenzo Paglia: Que o sangue derramado seja semente de paz

Tanto a Irmã Mary, que já tinha sido Superiora geral das Irmãs do Sagrado Coração, quanto a Irmã Regina, que era administradora do Instituto Católico de Treinamento em Saúde na diocese de Wau, viveram sempre em meio à guerra desde a infância. Elas sabiam bem – como recordou Dom Vincenzo Paglia, que presidiu o momento de oração – o que significava ter que se esconder, fugir com a própria família, buscar refúgio. “Neste tempo, tão radicalmente marcado pelo individualismo, há necessidade do testemunho de um Evangelho sem adições, radical”, observou o prelado, acrescentando: “Que seu testemunho possa levar o Sudão do Sul para o caminho da reconciliação e da paz! E que a visita que o Papa Francisco se prepara para fazer seja uma bênção para o Sudão do Sul e para todo o continente africano, tão querido por todos nós”. Forte foi a esperança de que “em breve chegará a hora da libertação do povo do Sudão do Sul de todo ódio e violência”. Um país dividido pelo ódio inter-étnico, entre pastores e agricultores, entre membros de diferentes formações políticas e milícias.

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