A um ano do furação Erin que, em agosto de 2025, devastou a ilha de São Vicente, Dom Ildo Fortes, recorda as vítimas e os estragos, agradece pela solidariedade manifestada de vários lados e apela as autoridades e responsáveis a completar, com urgência, o processo de reconstrução, sem deixar ninguém de fora. Evidência também as lições a tirar da Erin: a fragilidade da vida e a força da união. E, em espírito evangélico, recorda que, mesmo na tempestade, Deus nunca abandona os seus filhos.
Dulce Araújo – Vatican News
Fez a 11 de agosto de 2026 um ano que o furacão Erin devastou a ilha de São Vicente, provocando mortes e ingentes prejuízos materiais.
Numa mensagem dirigida ao povo de São Vicente e de toda a Diocese de Mindelo, por ocasião desse aniversário, o Bispo, Dom Ildo Fortes evoca as vidas ceifadas, entre as quais crianças, as casas destruídas, as ruas inundadas, os campos arrasados, os comércios perdidos e o medo que invadiu a população da ilha.
E a todos os afetados por essa catástrofe, em espírito de fé, Dom Ildo renova a sua mais profunda proximidade e a palavra de consolo e de esperança.
Recordando que o Senhor nunca esquece nem abandona os que sofrem, Dom Ildo afirma que ele também não os esquece e dá graças a Deus por toda a onda de solidariedade que de várias partes de Cabo Verde, da Diáspora, de instituições, paróquias e pessoas anónimas, chegaram imediatamente. Em cada gesto de partilha, em todos aqueles que não mediram esforços para ajudar, socorrer, acolher e reconstruir “vimos o rosto de Deus” – escreve.
No entanto, há ainda muito por fazer, salienta o Bispo: “Há vias por reparar, infraestruturas por repor, casas ainda a recuperar, agricultores e comerciantes que continuam a sentir os efeitos”.
Por isso, dirige um apelo às autoridades e a todos os responsáveis para que tudo “possa ser concluído quanto antes”, considerando isso urgente para o bem das pessoas, para a beleza e para a dignidade da ilha de São Vicente. “Não podemos deixar ninguém para trás”.
Dom Ildo Fortes aponta ainda algumas lições a tirar da tempestade Erin: antes de mais, a fragilidade e a precaridade da vida, e ao mesmo tempo a força da união, e conclui manifestando o desejo de que possam “continuar a construir uma ilha mais resiliente, mais justa e mais fraterna”. Uma ilha onde se cuida da “lar comum” e se protege os mais frágeis e onde a “dignidade de cada pessoa está no centro”.


