A iniciativa “Um milhão de crianças rezam o Terço”, recordou o Papa a partir da Gruta de Lourdes nos Jardins do Vaticano, significa que são “50 milhões de ‘Ave-Marias’ que sobem ao Céu de todas as partes e em todas as línguas da terra pedindo a paz, e que se unem como em uma única e grandíssima coroa do Rosário, para abraçar e unir entre si todos os continentes, as raças e as nações do planeta”. Até 7 de outubro, Dia de Nossa Senhora do Rosário, todos são convidados a rezar o terço pela paz.
Andressa Collet – Vatican News
O Papa Leão XIV encontrou cerca de 700 crianças e outras 500 pessoas, entre pais, sacerdotes e acompanhantes dos pequenos, para rezar pela paz no mundo. O encontro foi diante da Gruta de Lourdes, nos Jardins do Vaticano, no final da tarde desta quinta-feira (01/10), primeiro dia da Semana Mundial de Oração que, até 7 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário, deve reunir “Um milhão de crianças” para rezar o terço em todo o mundo.
Essa iniciativa, explicou o cardeal Kurt Koch, presidente internacional da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), que promove o evento, e prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, “convida as crianças a descobrirem que podem levar a Jesus, juntamente com Maria, os sofrimentos do mundo. É justamente a voz dos mais pequeninos, que se confiam a Ele com fé, que encontra uma escuta privilegiada no coração de Deus”.
O pedido de paz para todas as crianças do mundo
A partir do Vaticano, disse o Pontífice, as crianças começam a rezar junto a “todos esses amigos” ao redor do planeta. Além de se comprometer em se comportar bem em lar, na escola, na catequese, quando brinca e faz esporte, com os pais e com todos, recomendou o Papa, as orações “devem sempre ser acompanhadas de boas obras, com gestos de amor. É assim que cresce a paz!”, explicou ainda Leão 14 às crianças, que se disse estar feliz com a presença de todos no Vaticano, sobretudo, “com as duas pessoas que nos amam mais do que qualquer outra. Quem são elas?”, questionou o Papa, já ao responder: “o Senhor Jesus e a sua Mãe, Maria, que nunca nos deixam sozinhos e que estão sempre ao nosso lado”. Leão, então, pediu se esse amor era compartilhado também pelas crianças:
“Nós também os amamos, não é mesmo? Vamos dizer isso a eles? Vamos tentar e repetir juntos: eu te amo Jesus. Eu te amo Maria. Sim, nós amamos vocês, Jesus e Maria, e esta noite pedimos um dom especial: a paz para todas as crianças do mundo, especialmente para aquelas que vivem onde há guerra, em tantos países da Terra.”
São “50 milhões de Ave-Marias”, recorda o Papa
O pedido é feito com a oração do terço, continuou o Papa, “que é uma oração simples, que todos podem rezar”, além de gestos como o de oferecer flores, “como sinal de amor”; acender velas e refletir sobre momentos importantes da vida de Jesus que trouxeram “luz e paz a tantas pessoas” no mundo. Por isso, Leão XIV convida novamente as centenas de crianças a agradecer pelos dons maravilhosos da vida de Cristo: “vamos fazer isso juntos, mais uma vez. Digamos todos a Ele: obrigado, Jesus. E peçamos a Ele com confiança, todos unidos: dá-nos a paz!”.
As intenções de oração
Após a saudação, o Papa abençoou os terços que cada criança recebeu para começar a recitação do terço, em várias línguas (italiano, árabe, alemão e espanhol). Como o cardeal Koch havia antecipado, nos “cinco mistérios luminosos, contemplamos Cristo como a luz do mundo, que ilumina as feridas e as esperanças dos povos”. As orações foram dirigidas às “crianças da Ucrânia e todas as vítimas da guerra; às famílias da Síria, do Líbano e da Terra Santa, forçadas a abandonar suas casas; aos cristãos perseguidos no Paquistão e em outros lugares; à reconciliação no Sudão do Sul; às famílias de Cuba e da Venezuela, para que não percam a esperança”. E o presidente internacional da ACN concluiu:
“Ao contemplarmos Cristo ressuscitado, pedimos que o medo e o ódio não tenham a última palavra. Maria nos ensina a acolher o amor de Deus e a deixá-lo agir em nossa vida. Assim, a oração também educa nossos corações para a paz, o perdão e o cuidado com os outros.”


