O Papa: redescobrir Maria como pilar do colóquio e caminho para a paz

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Mensagem de Leão XIV, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, por ocasião do encontro “Maria, caminho de colóquio e paz para o mediterrâneo”, promovido pela PAMI e pela Ordem dos Frades Menores, que se realiza em Perugia e Assis.

Vatican News

Ao olharmos para a Virgem Maria, “mulher de fé e obediência a Deus”, podemos redescobrir nela “um modelo de escuta e acolhimento, pilares de todo colóquio autêntico e fundamento para um caminho compartilhado de paz fundado na fraternidade”. Esta é a esperança do Papa Leão XIV, em mensagem assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, aos participantes de um encontro promovido pela Pontifícia Academia Mariana e pela Ordem dos Frades Menores, em colaboração com o Dicastério para o colóquio Inter-religioso e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, sobre o tema “Maria: caminho de colóquio e paz para o mediterrâneo”.

Participam Santuários Marianos do mundo

O evento começou na terça-feira, 27 de outubro, e terminará na quinta-feira, 29, em Perugia e Assis, onde se concluiu na última terça-feira o evento de oração pelo 40º aniversário do “Espírito de Assis”. O Centro Mediterrâneo Oikos e a Rede de Teólogos do Mediterrâneo estão entre os promotores, com o apoio da Federformazione. Doze santuários marianos do mundo estão envolvidos, incluindo Notre-Dame de Santa Cruz em Orã, Argélia; Notre Dame de la Garde em Marselha, França; a Basílica da Anunciação em Nazaré; e Nossa Senhora do Líbano em Harissa, Líbano.

“Acreditamos”, explicam os organizadores, “que Maria de Nazaré pode ser um ponto de referência para diferentes culturas e religiões meditarem, contemplarem e trabalharem juntas pela paz, partindo do contexto paradigmático do Mediterrâneo. Há uma necessidade urgente de pôr fim às guerras, curar feridas, reconciliar e promover o colóquio, a paz e a cuidado. Maria pode ajudar nesse processo, para que as diversas identidades culturais e religiosas encontrem elementos úteis para o crescimento pessoal e comunitário, num espírito de não rivalidade e não violência, promovendo a colaboração e a participação, e dando voz às mulheres que são tecelãs da paz, do colóquio e do acolhimento”.

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