A morte é um Canto Gregoriano: é preciso entendê-la para não temê-la

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Jornalista propõe reflexão sobre a morte e a busca pelo sentido da vida em seu segundo livro. Em A Morte é um Canto Gregoriano – É Preciso Entendê-la para não Temê-la, Caio Castro Lima discute sem tabu temas como saudade, perdão, luto e envelhecimento.

Vatican News

Desde pequeno, Caio Castro Lima via a morte com naturalidade. Criado no interior, ainda menino participava atento dos preparativos para os velórios que naquela época aconteciam nas casas da pequena cidade. Já formado em jornalismo e cursando teologia, dedicou-se a estudar a finitude humana a partir da fé cristã e da busca pelo sentido da vida. Há três anos sentiu vontade de ajudar quem passava pelo luto e tornou-se ministro Extraordinário da Consolação e Esperança (MECE), servindo no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Evolvido pelo tema, o autor reúne experiências, crenças e conhecimentos em seu segundo livro, A Morte é um Canto Gregoriano – É Preciso Entendê-la para não Temê-la (Juruá Editora).

Ao longo de 102 páginas, o autor propõe uma reflexão sobre a morte. Marcada por relatos pessoais e com linguagem acessível, Caio Castro Lima aborda sem tabu a finitude, o medo, o luto, a saudade, o amor, o perdão, o envelhecimento e a preparação para o fim da vida. “Minha proposta não é convencer ninguém a ser destemido ou tratar a morte de forma simples ou até simplória. Pretendo colaborar para torná-la menos assustadora. Mostrar caminhos de alívio, de paz”, explica. “Nossa sociedade ainda tem muita dificuldade de lidar com o fim da vida. Precisamos falar sobre isso”, completa.

Com prefácio do padre Marcos Belizário, da Paróquia São Conrado de Constância, a obra também percorre temas como ressurreição, esperança e consolação. Ao dialogar com a Bíblia e com a tradição cristã, o livro propõe uma mudança de olhar. Tratar a morte não como tabu ou ruptura absoluta, mas como parte da existência humana e, para a fé cristã, como passagem iluminada à ressurreição.

O autor também discute questões contemporâneas, como o envelhecimento da população, cuidados paliativos e dignidade no processo de morrer. Explica temas relacionados à bioética, como eutanásia, distanásia, ortotanásia, mistanásia e kalotanásia. Segundo Caio, o “canto gregoriano” torna-se metáfora para uma morte contemplada com serenidade, dignidade e sentido.

O livro foi pensado para quem vive o luto, acompanha alguém no fim da vida ou simplesmente deseja compreender melhor a própria existência e aprender a viver com mais consciência, fé e esperança. “Quando nos permitimos um olhar para nossa própria finitude, não com desespero, mas com amor, nos reorganizamos. O tempo deixa de ser superficial. As escolhas deixam de ser neutras. A existência ganha relevo. Já não se vive de qualquer modo, porque já não se ignora que não haverá tempo para tudo. É preciso decidir como queremos viver”, diz o autor.

Sobre o autor – Caio Castro Lima é jornalista, escritor e teólogo em formação, com mais de 30 anos de atuação em comunicação, gestão pública e comunicação institucional. É autor de O menino que queria ser padre (Editora Telha, 2025). Graduado em Comunicação Social pela UFF, possui pós-graduação em Comunicação Empresarial pela FAE Business School e cursa Teologia na PUC-Rio. Atuou como repórter, subeditor, coordenador e diretor de comunicação, além de exercer funções de chefia de gabinete e subsecretaria no setor público.

Nascido em Miracema, interior do estado do Rio, é ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão (MESC), servindo na Paróquia de São Conrado de Constança, no bairro de São Conrado; e ministro Extraordinário da Consolação e Esperança (MECE), servindo no Cemitério São João Batista; ambos no Rio de Janeiro. É membro da Pastoral da Saúde no Hospital Municipal Souza Aguiar e devoto fervoroso de Santa Rita de Cássia.

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