Após um ato de vandalismo cometido em 1º de novembro, no norte de Israel, contra uma sala de oração maronita em Nahariya, a Arquidiocese Maronita de Haifa declarou firmemente que “tais atos não podem ser justificados nem tolerados” e pediu às autoridades que realizem uma investigação.
Vatican News
“Trata-se de um ataque grave e inaceitável, não apenas contra o patrimônio da Igreja”, mas “sobretudo contra o caráter sagrado de um lugar dedicado ao culto e contra o direito dos fiéis de praticarem sua religião livremente, com segurança e dignidade”.
A declaração foi feita pelo arcebispo Moussa El-Hage, da Arquidiocese Maronita de Haifa, ao manifestar sua indignação diante da profanação da sala de oração maronita dedicada aos Santos Pedro e Paulo, em Nahariya, por indivíduos não identificados, em 1º de novembro, Solenidade de Todos os Santos.
Os membros da comunidade cristã de Nahariya, cidade de 60 mil habitantes no norte de Israel, próxima à fronteira com o Líbano, ficaram chocados no domingo, quando os fiéis encontraram estátuas quebradas e imagens religiosas vandalizadas no interior da sala de oração.
Indivíduos não identificados haviam entrado no local, “danificado e destruído seu conteúdo e violado seu caráter sagrado”.
Nesse contexto, a Arquidiocese ressaltou: “O caráter sagrado das casas de Deus jamais pode ser comprometido ou colocado em negociação”, reiterando que “a liberdade de culto é um direito sagrado que deve ser respeitado e protegido para todos, sem exceção”.
“Os locais de culto, independentemente de sua confissão ou religião, devem ser preservados e protegidos contra a violência, o vandalismo e a profanação”, afirmou a Arquidiocese Maronita de Haifa, destacando que “tais atos não podem ser justificados nem tolerados”.
Essas ações, prosseguiu a declaração, são contrárias aos princípios humanos e morais mais fundamentais, assim como aos “valores da convivência e do respeito mútuo que deveriam unir os habitantes desta terra, independentemente de suas pertenças religiosas ou comunitárias”.
A Arquidiocese Maronita de Haifa, que condenou firmemente os atos de vandalismo e expressou profunda indignação, pediu às autoridades competentes e aos órgãos de segurança que “assumam suas responsabilidades e ajam imediata e decisivamente para investigar este ataque”.
Os responsáveis, destacou, devem ser identificados, detidos e levados à Justiça, “para que sejam punidos de acordo com a lei”.
“Exigimos também”, insistiu a Arquidiocese, “que sejam tomadas as medidas necessárias para proteger este local de culto e impedir que atos semelhantes voltem a acontecer”. A comunidade, acrescentou, “não tem a intenção de se deixar assustar nem de renunciar ao exercício de nosso direito inalienável à oração e ao culto”.
A comunidade cristã, ressaltou, “continuará utilizando esta sala e realizando ali suas orações, com fé, determinação e serenidade, enquanto aguarda a conclusão dos procedimentos judiciais e a prisão e o processo dos responsáveis”.
A Arquidiocese Maronita recordou que se opõe firmemente a responder ao mal com o mal ou ao vandalismo com o ódio.
“Permanecemos firmes em nossa fé e em nossa missão, fundamentadas no amor, na paz e na dignidade humana”, assegurou. “Perdoar não significa permanecer em silêncio diante da agressão, e amar não significa renunciar aos nossos direitos. Buscar a justiça é um dever do qual não podemos nos esquivar.”
A declaração concluiu-se com uma oração a Deus, “pedindo-lhe que proteja nosso povo, preserve nossos locais de culto, inspire aqueles que ocupam posições de autoridade a cumprirem seu dever e faça desta terra um lugar de paz, justiça e segurança para todos os seus habitantes”.


