Chuva de drones sobre Moscou. Primeira aprovação da UE à adesão de Kiev

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Nova onda de violência entre a Rússia e a Ucrânia. Na madrugada entre quarta e quinta-feira, as forças ucranianas lançaram o maior ataque aéreo dos últimos dois anos contra a capital russa, utilizando nada menos que 180 drones. Enquanto isso, o Conselho Europeu aprovou por unanimidade o primeiro grupo de capítulos para a adesão da Ucrânia

Vatican News

Grandes colunas de fumaça preta se ergueram da refinaria da Gazprom em Kapotnya, a sudeste de Moscou. Além da refinaria, os drones danificaram uma torre residencial e dois shoppings, também na periferia da capital russa. O governador da região divulgou um balanço de 17 feridos, entre os quais duas crianças de 3 e 10 anos. Outros ataques ucranianos causaram uma vítima na região de Rostov e feriram duas meninas na região de Bryansk. Na noite de quinta para sexta-feira, por sua vez, foi a Rússia que atacou com um bombardeio em Kharkiv, danificando dezenas de residências e ferindo pelo menos seis pessoas.

 

Zelensky: Moscou está em chamas como a Ucrânia

“Se a Ucrânia está em chamas, sua Moscou também estará”, foi assim que o presidente Zelensky comentou o maior ataque contra a Rússia dos últimos dois anos; e, esta sexta-feira, o chefe de Estado ucraniano afirmou que Putin é fraco e, por isso, poderia intensificar os ataques. A resposta veio por meio do ministro das Relações Exteriores russo, Lavrov, que garantiu que os ataques em grande escala contra a Ucrânia continuarão.

 

Primeira aprovação da UE à adesão de Kiev

Os ataques enfraquecem ainda mais a diplomacia; o conselheiro russo Ushakov atacou, em seguida, os líderes europeus, culpados, segundo ele, de terem “enchido de ideias inúteis, se não prejudiciais”, o presidente estadunidense Donald Trump na recente cúpula do G7. O apoio total à Ucrânia também vem da UE: na quinta-feira, os 27 líderes do Conselho Europeu votaram por unanimidade a favor do início do processo de adesão de Kiev à União Europeia, depois que a Hungria, liderada por Viktor Orban, bloqueou essa decisão por muito tempo. Em todos os casos, os esforços diplomáticos continuam. O chanceler alemão Friedrich Merz receberá, na quarta-feira, 24 de junho, em Berlim, o presidente francês Emmanuel Macron e os primeiros-ministros da Itália, do Reino Unido e da Polônia – Giorgia Meloni, Keir Starmer e Donald Tusk – para uma reunião que deve incluir também o tema de um possível colóquio com a Rússia sobre a guerra na Ucrânia.

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