Disparos em Cracóvia. Igreja: “O ódio não terá a última palavra”

0

O balanço do tiroteio ocorrido na Praça do Mercado de Cracóvia é de seis mortos e quinze feridos. O agressor, que abriu fogo contra os transeuntes, ficou ferido durante a troca de tiros com a polícia. O cardeal Ryś convoca os fiéis para uma Missa pelas vítimas: “Devemos permanecer unidos”. O presidente da Conferência Episcopal, Dom Wojda, manifesta sua proximidade na oração.

Stefano Leszczynski – Cidade do Vaticano

O tiroteio ocorrido nesta tarde no coração de Cracóvia, entre os transeuntes e turistas que lotavam a histórica Praça do Mercado, provocou pelo menos seis mortes e quinze feridos, entre eles dois policiais. Segundo as primeiras reconstruções, o agressor é de nacionalidade polonesa e agiu sozinho, abrindo fogo indiscriminadamente contra as pessoas que passavam pelo local. O homem ficou ferido durante um confronto com as forças de segurança e foi submetido a uma intervenção cirúrgica. A motivação do ataque ainda é desconhecida.

Cardeal Ryś: “Devemos permanecer unidos”

 

A violência atingiu um dos lugares mais emblemáticos da cidade, a poucos passos da Basílica de Santa Maria, destino diário de moradores e visitantes. O primeiro-ministro Donald Tusk confirmou a abertura de uma investigação, e o presidente Karol Nawrocki manifestou pesar pelas vítimas e solidariedade às suas famílias.

“O que aconteceu é terrível! A violência, a agressividade e o ódio nos atingiram mais uma vez, de uma maneira que ultrapassa todos os limites”, declarou o cardeal Grzegorz Ryś, arcebispo metropolitano de Cracóvia, em uma mensagem publicada no site da arquidiocese.

O purpurado recorda que qualquer pessoa poderia estar na praça no momento do tiroteio. “Não queremos, não podemos e não somos capazes de permanecer indiferentes em um momento como este. Queremos, precisamos e devemos permanecer unidos”. Aos párocos das pessoas envolvidas, o cardeal pede que estejam próximos de seus fiéis, oferecendo toda a ajuda possível.

Uma Missa pelas vítimas da tragédia

 

O arcebispo metropolitano convidou os fiéis a se reunirem no domingo, 8 de novembro, às 16h, na Basílica de Santa Maria, situada na Praça do Mercado, para uma celebração eucarística em sufrágio pelas vítimas e pela recuperação dos feridos. Será um momento de oração coletiva para manifestar a proximidade da comunidade cristã e sua rejeição à violência.

“Graças à fé, o ser humano nunca é impotente”, ressalta o cardeal. Mesmo quando as forças humanas parecem faltar, permanece a esperança fundamentada em Deus, na certeza de que “a última palavra não pertence e não pode pertencer ao ódio”.

Dom Wojda: “Estou profundamente consternado”

 

À dor da Igreja de Cracóvia une-se a de todo o episcopado polonês. Seu presidente, o arcebispo Tadeusz Wojda, manifestou profunda consternação pelo ocorrido.

“Ainda não conhecemos as causas nem as motivações de um gesto tão cruel. Conhecemos, porém, suas trágicas consequências”, escreveu em uma declaração.

“É realmente difícil compreender como, justamente no coração de Cracóvia, a poucos passos da Basílica de Santa Maria, em um lugar que para tantas pessoas representa um espaço de passeio e lazer, puderam acontecer cenas tão dramáticas”, acrescentou.

O presidente da Conferência Episcopal Polonesa assegurou sua proximidade espiritual a todos os atingidos, aos familiares, aos médicos e às forças de segurança empenhadas nos trabalhos de socorro.

“Que Deus conceda o descanso eterno às vítimas e, àqueles que ainda se encontram hospitalizados, a graça da recuperação”, escreveu Dom Wojda, concluindo com uma mensagem de solidariedade: “Estou espiritualmente próximo de vocês e permaneço unido a todos na oração”.

Fonte

Escreva abaixo seu comentário.

Por favor escreva um comentário
Por favor insira o seu nome aqui