A Ucrânia atingiu algumas infraestruturas, incluindo o terminal petrolífero, na cidade russa de São Petersburgo, no início do Fórum Spief promovido por Vladimir Putin. Por sua vez, mísseis de Moscou foram lançados contra uma zona residencial de Kherson. O número de mortos no violento ataque russo de terça-feira a Dnipro e áreas vizinhas subiu para 22. Na UE, debate-se a possível adesão da Ucrânia
Vatican News
Drones de Kiev atacaram durante a noite de terça para quarta-feira as cidades de Kronstadt e São Petersburgo, na região de Leningrado, onde o terminal petrolífero foi atingido, provocando incêndios e vários feridos. A informação foi divulgada no Telegram pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que na noite de terça-feira havia anunciado o ataque nas redes sociais: “Sabemos, graças aos serviços secretos, que um ataque aéreo maciço pode ocorrer esta noite. Pedimos que prestem atenção às sirenes antiaéreas”. Justamente em São Petersburgo teve início esta quarta-feira a cúpula econômica Spief promovida por Vladimir Putin, a chamada “Davos russa”.
Drone ucraniano atinge ônibus em Donetsk. Moscou ataca Kherson
Outro ataque ucraniano ocorreu contra um ônibus que viajava de Moscou para Simferopol, na Crimeia, causando a morte de oito pessoas e ferindo outras onze, segundo informações das autoridades da região de Donetsk, controlada pela Rússia. Enquanto isso, duas pessoas morreram em Kherson, onde, por outro lado, em consequência de uma operação militar — desta vez das forças russas — contra um prédio residencial, uma mulher faleceu. Por sua vez, o número de vítimas do ataque maciço de terça-feira de Moscou contra a Ucrânia subiu para 22 mortos e 138 feridos. As autoridades informaram que 16 pessoas foram mortas em Dnipro e arredores, enquanto outras seis morreram na capital, Kiev. Trata-se de um dos ataques mais graves sofridos pela cidade desde o início da guerra, que já chega ao seu quinto ano.
Condenação da ONU aos ataques russos
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “condenou veementemente” o recente “ataque em grande escala” contra a Ucrânia conduzido pela Rússia com drones e mísseis. A informação foi divulgada pelo porta-voz Stéphane Dujarric. Ao falar com os jornalistas, ele reiterou que “os ataques contra civis e infraestruturas civis são proibidos pelo direito internacional humanitário e devem cessar”, reiteroando também o apelo da ONU por uma “desescalada” do conflito que possa levar a um cessar-fogo.
falta de combustível na Crimeia
Sergei Aksyonov, chefe do governo da Crimeia nomeado pela Rússia, declarou na terça-feira que a população deve manter a paciência e a calma diante da falta de gasolina na península, que a Rússia anexou da Ucrânia em 2014. A Crimeia está sofrendo com a falta de combustível depois que ataques de drones ucranianos limitaram o abastecimento proveniente do território adjacente controlado pela Rússia.
Na UE, reflexão sobre a adesão da Ucrânia
Enquanto isso, na UE, continua a reflexão sobre a oportunidade de admitir Kiev na União Europeia. Enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu que se iniciassem as negociações para sua adesão, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, demonstrou uma opinião diferente: “Não tenho certeza de que seja necessário elaborar um status especial para a Ucrânia”, disse ele em coletiva de imprensa em Skopje a respeito da proposta de Berlim de conceder a Kiev o status de membro associado à UE.

