Dom Emmanuel Adetoyese Badejo, Bispo da Diocese de Oyo, na Nigéria, manifestou o seu imenso alívio após o resgate de estudantes e professores que tinham sido raptados no Estado de Oyo.
Paul Samasumo – Cidade do Vaticano
Segundo relatos da imprensa nigeriana, os 39 alunos e os cinco professores resgatados tinham sido raptados na Área de Governo Local de Oriire, no Estado de Oyo. Permaneceram em cativeiro por 56 dias. “Agradeço a Deus Todo-Poderoso, que tornou isto possível. Desejo exprimir os meus sinceros parabéns e profunda gratidão ao Presidente Bola Ahmed Tinubu, ao Governador do Estado de Oyo, Seyi Makinde, a todas as agências e agentes de segurança, aos meios de comunicação social e a todos os que rezaram, defenderam a causa e jejuaram para que este feliz desfecho fosse alcançado”, afirmou o Bispo Badejo em comunicado.
Soldados perderam a vida
O exército nigeriano informou que vários soldados perderam a vida durante a operação de resgate. O Bispo Badejo expressou o seu pesar e apresentou condolências às famílias daqueles que morreram durante a operação. “As nossas condolências vão para as famílias daqueles que perderam a vida neste trágico episódio. Que este trágico acontecimento sirva de alerta para todos nós — Governo e cidadãos — para colaborarmos mais estreitamente e fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir, em conjunto, a segurança das nossas vidas e bens. Que tais episódios trágicos cheguem ao fim no nosso país, a Nigéria”, declarou o Bispo de Oyo.
No domingo, 12 de julho, os pais e familiares dos alunos resgatados na área de Governo local de Oriire, no Etado de Oyo, partilharam a sua felicidade e alívio com o jornal nigeriano *Punch* perante este desfecho. Afirmaram que aguardavam ansiosamente o reencontro com os filhos. O Governador do Estado de Oyo, Seyi Makinde, foi ao Hospital visitar os resgatados.
Apoio médico e psicológico
As autoridades nigerianas estão a realizar exames médicos, a prestar assistência e a dar apoio psicológico às vítimas resgatadas. Uma notícia do jornal *Punch* apontava o grupo terrorista afiliado no Jama’atu Ansarul Muslimina fi-Biladis Sudan — vulgarmente conhecido por Ansaru — como o responsável pelo rapto em massa de professores e alunos. “Rezo para que todos os esforços sejam empreendidos no sentido de garantir a reabilitação adequada das pessoas raptadas, que vivenciaram experiências traumáticas”, declarou o Bispo Badejo.

