O “Irmão Sol” promoverá, conforme solicitado no motu proprio de mesmo nome de 2024 do Papa Francisco, uma “transição para um modelo de desenvolvimento sustentável”. A nova instalação fornecerá energia tanto para a estação de rádio quanto para o Estado da Cidade do Vaticano. A irmã Raffaella Petrini, presidente do Governatorato, e dom Giordano Piccinotti, presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, foram nomeados presidente e vice-presidente, respectivamente.
Daniele Piccini – Vatican News
“Avançar com diligência para tornar visível e concreto” o compromisso de “construir um complexo agrovoltaico localizado na zona extraterritorial de Santa Maria di Galeria, que garanta não apenas o abastecimento de energia elétrica da estação de rádio ali existente, mas também o sustento energético completo do Estado da Cidade do Vaticano”.
É isso que Leão XIV se propõe ao instituir, por meio de um quirógrafo datado de 1º de junho de 2026, a Fundação “Irmão Sol”, com o objetivo de “fazer uma transição para um modelo de desenvolvimento sustentável”. Um projeto que o Papa Francisco já tinha almejado na Carta Apostólica em forma de Motu proprio “Irmão Sol”, de 21 de junho de 2024. A instituição da Fundação, acrescenta o Pontífice, leva em conta, de fato, “o referido Motu Proprio e o consequente acordo assinado com as autoridades italianas em 31 de julho de 2025 e que entrou em vigor em 27 de maio de 2026”.
“A Fundação”, estabelece o quirógrafo, “tem sede legal no Estado da Cidade do Vaticano e exerce plena atividade operacional na zona extraterritorial de Santa Maria di Galeria”. A entidade recém-criada será regida por seu próprio Estatuto, que o Papa aprova “simultaneamente” e que “é promulgado por meio deste quirógrafo”.
Para os primeiros três anos, o Papa nomeou a presidente do Governadorato do Estado da Cidade do Vaticano, irmã Raffaella Petrini, e o presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, dom Giordano Piccinotti, respectivamente, presidente e vice-presidente da Fundação “Irmão Sol”.

