ONU: em julho, 437 civis mortos e 2.610 feridos na Ucrânia, o maior número desde maio de 2022

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O número de crianças mortas e feridas também atingiu o nível mais alto desde abril de 2022: 17 crianças morreram e 166 ficaram feridas durante o mês. De acordo com Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia, mísseis de longo alcance e drones continuaram sendo a principal causa de vítimas civis, representando 38% do total, com a maioria dos afetados vivendo em cidades distantes das linhas de frente.

Vatican News

O número de mortes de civis na Ucrânia atingiu o seu nível mensal mais alto desde as primeiras semanas do conflito, impulsionado por uma forte escalada nos ataques russos com mísseis e drones. De acordo com dados oficiais divulgados em agosto de 2026 pela Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia (HRMMU), o mês de julho de 2026 registrou pelo menos 437 civis mortos e 2.610 feridos. Este volume representa o maior pico de letalidade contra a população civil desde maio de 2022. 

Os dados são de um relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU). Em comparação com junho, o número total de vítimas civis aumentou 30%, enquanto em comparação com julho de 2025, o aumento foi de 70%.

O número de crianças mortas e feridas também atingiu o nível mais alto desde abril de 2022: 17 crianças morreram e 166 ficaram feridas durante o mês. De acordo com a missão da ONU, mísseis de longo alcance e drones continuaram sendo a principal causa de vítimas civis, representando 38% do total, com a maioria dos afetados vivendo em cidades distantes das linhas de frente.

As vítimas de ataques aéreos com bombas guiadas aumentaram 143% em comparação com junho, com 105 mortes e 753 feridos, tornando-se a segunda principal causa de mortes de civis. Ataques com drones de curto alcance em áreas próximas à linha de frente resultaram em 111 mortes e 710 feridos, representando 27% do total de vítimas civis e o maior número mensal desde o início da invasão em grande escala.

As regiões mais afetadas foram Kiev, Kherson, Zaporíjia e Sumy. A missão também observou uma intensificação dos ataques a embarcações e infraestrutura portuária nas regiões de Odessa e Mykolaiv: pelo menos 39 incidentes resultaram em 19 mortes e 25 feridos.

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