No Stade de France, Leão XIV encontra milhares de jovens e medita sobre as palavras de São Paulo: fugir, procurar e combater para crescer em santidade e ser artífice da paz. “Fugir do mal e procurar o bem implica em combater” pela fé, escolhendo as melhores virtudes que devemos cultivar para seguir o Senhor: “o nosso combate não é uma luta contra os outros e não recorre às armas da violência, do desprezo ou da opressão. A nossa única arma é o amor que se doa”.
Andressa Collet – Vatican News
O Papa Leão XIV, no seu quarto discurso em Paris, no primeiro dia de viagem apostólica internacional à França, orientou milhares de jovens reunidos no Stade de France “a crescer em santidade e melhorar a sociedade”. Era noite, de vigília, e o Pontífice meditou sobre as palavras de São Paulo, colocando-as “no alto, como uma chama” para iluminar as orações de cada e de toda a Igreja.
Aos jovens da França, com um “imenso desejo de liberdade” no coração, o Papa primeiro explicou de onde ela vem: “a fonte da verdadeira liberdade é a relação viva com Jesus” que dá pleno sentido à existência. E São Paulo, continuou Leão XIV, usa três verbos que ajudam a escolher as virtudes que devemos cultivar para seguir o Senhor: “foge, procura, combate”.
“Fugir, procurar e combater” para crescer em santidade
Fugir do “orgulho, vaidade, violência, avidez, sentimentos que nos dominam e controlam”, além do egoísmo que “esconde uma solidão assustadora” e das “relações sem doação”:
“Esse estilo de vida leva-nos a querer ter tudo, mas a não ser ninguém; a receber uma quantidade de likes, mas permanecendo sozinhos conosco mesmos.”
Para saborear a proximidade de Deus, continuou o Pontífice, basta não seguir esse estilo e procurar “a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão”: “quem vive com Deus procura o melhor”, disse o Papa, e busca “a virtude, ou seja, a força que o torna bom e verdadeiro”, caracterizada pelo caminho de santidade. Para isso, alertou Leão, “não basta evitar o mal: é preciso escolher o bem”, uma ação corajosa feita pelo coração livre de homens e mulheres “autênticos, livres de compromissos”:
“Para fazer as escolhas certas, lembrem-se deste critério: o bem dá a vida, nunca a tira; cuida dos outros, não é egoísta. O bem não é um conceito bonito, mas o rosto radiante do amor: é Deus em pessoa! As virtudes que São Paulo nos indica como reflexos da sua bondade são estas: a justiça para com a humanidade; a piedade e a fé para com Deus; a caridade para com todos; a paciência para com quem nos faz sofrer; a mansidão que caracteriza quem busca a paz com a alma pura.”
O amor como única arma de combate
O Apóstolo, então, continuou Leão, afirma que “fugir do mal e procurar o bem implica combater“, como fez São Paulo, frequentemente representado com uma espada nas mãos, sinal da Palavra de Deus, «espada do Espírito». Como fez a francesa Santa Joana d’Arco, jovem que soube combater com audácia. Os santos, acrescentou o Papa, além do encorajamento de vida, nos asseguram que “nunca estamos sós na oração nem isolados na Igreja”. E, especialmente neste tempo, “peçamos a sua ajuda para sermos artífices da paz: desejo eterno de Deus e compromisso constante da humanidade!”. Mas o Pontífice chamou a atenção para o tipo de combate que deve ser empreendido:

