Continuam em Aparecida, nesta terça-feira (21/04) os trabalhos da 62ª Assembleia Geral da CNBB centralizados nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE)’.
Silvonei José – Vatican News – Aparecida
Outras pautas também estão sendo discutidas com o da liturgia. Bispos da Comissão Episcopal para a Liturgia apresentaram revisões e novos formulários de oração. O foco foi a adaptação de textos vindos do Dicastério para o Culto Divino para a realidade brasileira.
Na quarta coletiva de imprensa da Assembleia Geral, realizada na manhã desta segunda-feira tivemos a presença de dom Hernaldo Pinto Farias, SSS, bispo da Diocese de Bonfim (BA), presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB e Dom José Belisário da Silva, OFM, arcebispo emérito de São Luís do Maranhão (MA), membro da Comissão da Liturgia da CNBB.
Dom Hernaldo Farias detalhou o novo formulário para missas voltadas ao Cuidado da Criação. O texto chegou do Vaticano para revisão da tradução pela Comissão de Textos Litúrgicos (CETEL). Agora, os bispos votarão a aprovação final.
As missas sobre a Criação podem ocorrer em qualquer data do ano. “A paróquia pode usar esse texto durante todo o ano, a única restrição é que não coincidam com festas ou memórias obrigatórias”, explicou Dm Hernaldo.
Memória de Carlo Acutis
A data da memória facultativa de São Carlo Acutis, em 12 de outubro, passará por mudanças. O objetivo é evitar que a data coincida com o dia de Nossa Senhora Aparecida. A Assembleia analisará duas novas sugestões de datas.
Dom Belisário da Silva destacou a força do santo entre os jovens. Ele destacou que Acutis dominava a tecnologia e o mundo digital de forma profunda. “Será um momento de grande inspiração para nós, enquanto bispos, aprofundarmos a evangelização digital”, afirmou o arcebispo emérito.
Sobre a votação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil nós conversamos com o arcebispo emérito de Maringá (Pr), dom Anuar Battisti…
Ainda na manhã desta segunda-feira, sexto dia de 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), 20 de abril, o bispo de Petrópolis (RJ) e um dos delegados da CNBB no Sínodo, dom Joel Portella Amado falou ao episcopado brasileiro a respeito do Sínodo sobre a Sinodalidade e seu processo de implementação no Brasil.
“O encontro sinodal terminou em 2024 e o grande desafio para nós é colocar em prática aquele conjunto de sugestões e, ainda que aos poucos, incrementar a sinodalidade”, diz dom Joel.
Dom Joel apresentou como será a articulação nas dioceses e regionais e em âmbito nacional e continental até 2028, quando será realizada a assembleia universal em Roma. O ano de 2026 e o primeiro semestre de 2027 serão destinados à etapa diocesana. O segundo semestre de 2027, à etapa dos regionais, e, no final do ano de 2027, se realizará a etapa nacional.
Caminho sinodal ascendente
É um caminho ascendente, continuou dom Joel, durante o qual a Comissão do Sínodo vai ajudar as dioceses nas indicações recebidas. “A função da comissão é ser ponte entre as dioceses; o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho) porque tem metade da continental; e a Secretaria Nacional do Sínodo.”
Para isso, os membros da comissão estarão disponíveis para as dioceses, com encontros presenciais ou virtuais, “conversando, dialogando, entrando em contato para poder estar juntos e esclarecer dúvidas e, acima de tudo, partilhar experiências”.
Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou o edital do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), voltado ao apoio financeiro de projetos ligados à Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). O documento regulamenta o cadastro de propostas na plataforma do FNS para receber recursos da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos, nos dias 28 e 29 de março de 2026.
O objetivo do edital é apoiar iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026. Os projetos poderão ser inscritos em três eixos: apoio emergencial a populações em situação de vulnerabilidade decorrente da falta de moradia; construção, reforma e outras iniciativas coletivas voltadas ao acesso à moradia digna; e ações de conscientização, formação e articulação em defesa do direito à moradia e aos bens essenciais.
Período de inscrições
As inscrições deverão ser feitas pelo site do FNS, em quatro períodos ao longo do ano: de 15 a 30 de abril, de 1º a 30 de junho, de 1º a 30 de agosto e de 1º a 30 de outubro de 2026. Os projetos inscritos serão avaliados em reuniões ordinárias do Conselho Gestor do Fundo, previstas para os dias 25 de maio, 27 de julho, 21 de setembro e 23 de novembro.
Cada projeto poderá receber até R$ 50 mil.
Com informações CNBB e A12


