“Socorrer as vítimas de uma calamidade natural ou as pessoas vulneráveis é uma questão de justiça antes mesmo de ser de caridade”. São palavras do Papa Leão XIV aos membros do Conselho de Administração da Fundação João Paulo II para o Sahel recebidos na manhã deste sábado (09/05) no Vaticano.
Vatican News
Na manhã deste sábado (09) o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Conselho de Administração da Fundação João Paulo II para o Sahel. Fundada em 1984, a instituição vaticana é focada no desenvolvimento humano integral e dedicada ao combate à desertificação, seca e pobreza em nove países da região subsaariana, na África.
Revitalização da missão
O Papa Leão iniciou seu discurso agradecendo aos presentes a recente revitalização da missão da Fundação ocorrida em fevereiro de 2026 em Dacar com novos estatutos e a eleição do novo presidente e membros do Conselho de Administração. “Após quarenta anos de caminhada”, disse, “a Fundação chegou a uma reviravolta caracterizada também por desafios externos ligados às crises econômicas multidimensionais em nível internacional. É neste contexto que a revitalização da sua missão, em conformidade com as normas vigentes da Santa Sé, tornou-se indispensável”.
Socorrer vítimas é uma questão de justiça antes de ser caridade
O Papa destacou em seguida a missão espiritual da Fundação: “Através do seu objetivo principal, contribui para a obra de Deus, para a proteção da ‘lar comum’ e destaca a vossa responsabilidade social”, destacou o Pontífice. “Socorrer as vítimas de uma calamidade natural ou as pessoas vulneráveis é, de fato, uma questão de justiça antes mesmo de ser de caridade. Com relação à questão da natureza jurídica advertiu os presentes: “Louvo a vossa decisão unânime de manter a Fundação João Paulo II para o Sahel como uma Fundação Pontifícia, segundo o espírito do seu santo fundador e à luz dos seus novos Estatutos”. Depois o Santo Padre convidou os membros da Fundação, “enquanto pessoa jurídica instrumental do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, para que, no espírito de subsidiariedade, colaborem na sinodalidade com este Dicastério e com as demais instituições da Santa Sé para a promoção da inalienável dignidade humana das populações do Sahel, através de projetos de desenvolvimento humano integral”.
Concluindo disse aos presentes: “Estou certo de que este novo trajeto da Fundação os colocará diante de uma realidade repleta de desafios. Como dizia o Papa Francisco, esses desafios são enormes, mas juntos seguiremos adiante em espírito sinodal, com compromisso renovado e sem perder a esperança”.

