Papa aos doentes de ELA: “somos o povo da esperança, que não se rende às dificuldades”

0

“Somos o povo da esperança, que não se rende diante das dificuldades, mas unido e solidário, com a ajuda de Deus, continua a caminhar, sem se render, jamais”. Palavras do Papa Leão XIV no encontro com os membros da Associação Italiana de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), na manhã deste sábado (09/05) no Vaticano.

Vatican News

Na manhã deste sábado, 9 de maio, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano os membros da Associação Italiana de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), formada pelas pessoas que vivem com a doença, familiares e cuidadores. Unidas, disse o Papa por uma “aliança terapêutica de forte proximidade e presença, que encarna o próprio estilo de Jesus em relação àqueles que sofrem”.

Valor da vida é maior que a doença

Leão iniciou seu discurso destacando que a primeira contribuição deste “pacto”,  “é daqueles que sofrem de E.L.A. e que todos os dias, com empenho, fé e coragem, testemunham que a bondade e o valor da vida são maiores que a doença e que, inclusive, os próprios desafios que a doença traz podem ser enfrentados juntos, transformando-os em ocasiões especiais e privilegiadas para dar e receber amor”. “Obrigado por isso!”, disse o Papa, “vocês, como profetas, ensinam a todos o verdadeiro valor da vida, e o nosso mundo tem tanta necessidade da sua mensagem!”

Proximidade e apoio institucional

Recordando os compromissos da Associação, “pesquisa científica, formação, informação e assistência, sensibilização nas comunidades”, Leão destacou também o outro aspecto do estilo de trabalho do grupo, ou seja, a proximidade. Com isso estão presentes nas casas dos pacientes. “Isso também é muito relevante, pois o cuidado com a saúde, além de organização e competência, exige presença, inclusive física, para o bem da pessoa em suas diversas dimensões: biológica, psíquica e espiritual”.

Igreja e voluntariado

A Igreja, disse o Papa, “valoriza profundamente este ‘estar próximo’: o de acompanhar as pessoas onde quer que estejam, […] para oferecer um acompanhamento que, além de assistencial, seja também espiritual”. Disse também que nas diversas situações da vida, ninguém deve jamais ser deixado sozinho, e o voluntariado, destacou, “ao uni-los na gratuidade, realiza poderosamente este valor, colocando em circulação a solidariedade e o respeito, e respondendo com gestos de cuidado à cultura do descarte e da morte”.

Continuar a caminhar, sem se render, jamais

Por fim o Santo Padre recordou que Jesus, o Filho de Deus feito homem, quis viver, a paixão, a sua Via-Sacra, como tempo de provação, de dor física e de sofrimento espiritual. “Ele foi solidário conosco até o fim” disse, “mostrando-nos, porém, com a sua cruz e ressurreição, que a dor e o sofrimento não podem deter o amor nem anular o poder de Deus”. Por isso, concluiu o Papa, “todos nós, filhos da sua Páscoa, somos o povo da esperança, que não se rende diante das dificuldades, mas unido e solidário, com a ajuda de Deus, continua a caminhar, sem se render, jamais”.

 

 

Fonte

Escreva abaixo seu comentário.

Por favor escreva um comentário
Por favor insira o seu nome aqui