O arcebispo Paolo Rudelli celebrou nesta quinta-feira, 17 de setembro, a tradicional missa para os peregrinos poloneses junto ao túmulo de Wojtyła na Basílica de São Pedro. Em declarações à mídia vaticana, o substituto da Secretaria de Estado expressou gratidão pela oportunidade de poder relembrar o Pontífice polonês, mas incentivou a não se limitar à memória, mas a conhecer melhor o magistério.
Pe. Paweł Rytel-Andrianik e Wojciech Rogacin – Vatican News
“É bonito ver que a memória do grande Papa João Paulo II continua viva. A memória de um grande Papa, um grande santo da Igreja”. Assim, o arcebispo Paolo Rudelli, substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, relembra a figura e o pensamento do Pontífice polonês, após ter celebrado nesta quinta-feira (17/09) a missa diante do seu túmulo na Basílica de São Pedro. Todas as quintas-feiras, já há décadas, na capela que guarda os restos mortais de Karol Wojtyła, é celebrada uma liturgia eucarística em sua memória, na presença de peregrinos e fiéis poloneses.
Neste 17 de setembro, festa de São Roberto Belarmino e dia do nome de batismo do Papa Leão XIV, ou seja, Robert Francis Prevost, a celebração foi presidida pelo substituto, que — além de enviar votos de felicidades ao Pontífice — expressou gratidão pela oportunidade de celebrar a Eucaristia. Em seguida, encorajou não apenas a relembrar, mas também a aprofundar novamente o ensinamento de João Paulo II, que ainda hoje tem muito a dizer.
Um vínculo humano
É um vínculo profundo aquele que dom Rudelli diz sentir em relação ao Papa Wojtyła: “João Paulo II foi o Papa da minha juventude, por muito tempo o único Papa que eu conheci”, explica ele à mídia vaticana, à margem da liturgia. Mesmo durante seus estudos como seminarista em Roma, Rudelli teve a oportunidade de ver o Papa várias vezes: “estávamos frequentemente em contato com ele. Portanto, havia um vínculo realmente profundo entre ele e nós, seminaristas”. Posteriormente, aprofundou o conhecimento de seus ensinamentos, mas a relação era, acima de tudo, “profundamente humana”.
O trabalho na Nunciatura de Varsóvia
Como sacerdote, o arcebispo prestou serviço na Nunciatura Apostólica de Varsóvia entre 2003 e 2006. E também lá, ele conta ter sentido fortemente a presença de João Paulo II, especialmente durante as peregrinações do Pontífice à Polônia. “Fui à Polônia em 2003; eram, portanto, os últimos anos de seu pontificado”, lembra ele. “São João Paulo II já estava doente. Então chegou o momento da sua Páscoa, por assim dizer, quando toda a Polônia viveu aquele momento junto com ele. Por isso, lembro-me muito bem do testemunho de fé para todos os fiéis poloneses”.
Aprofundar o ensinamento
Por meio da mídia vaticana, Rudelli agradece aos organizadores da celebração pela oportunidade de presidir a missa junto ao túmulo do santo Pontífice. “Isso me faz lembrar dos acontecimentos de 20 anos atrás, quando começou a tradição de celebrar a Santa Missa junto ao túmulo de São João Paulo II. É bom ver que essa tradição continua”. No entanto, o substituto incentiva a não se limitar apenas à memória: “espero que esta seja uma ocasião não apenas para relembrar as experiências pessoais, mas também para aprofundar o conhecimento, para reler seus ensinamentos, seu magistério, pois ainda hoje ele tem muito a dizer”.

