No Evangelho deste domingo, Jesus nos ensina a exercer “o amor mútuo”. A primeira forma de exercê-lo é “estarmos abertos à correção fraterna”. “Falar uns com os outros com sinceridade, significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento”, disse o Papa. A segunda forma de amar fraternalmente é “chegar a um acordo”. “Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça”, sublinhou.
Mariangela Jaguraba – Vatican News
O Papa Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 6 de setembro, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.
Na alocução que precedeu a oração, o Papa disse que “a Palavra de Deus proclamada na liturgia deste domingo oferece-nos alguns critérios fundamentais de pensamento e ação”.
A dívida do amor mútuo
A Carta de São Paulo aos Romanos diz que todos os mandamentos «se resumem numa só frase: Amarás o teu próximo como a ti mesmo». O Apóstolo Paulo insiste neste ponto com uma imagem muito forte, presente também no “Pai-Nosso”. São Paulo escreve: «Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros».
As queixas e as calúnias paralisam muitas situações
“No Evangelho deste domingo, Jesus sugere a cada comunidade cristã pelo menos duas maneiras de exercer o amor mútuo. A primeira é estarmos abertos à correção fraterna“, disse ainda o Papa.
“É uma arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade”, sublinhou Leão XIV. “Falar uns com os outros com sinceridade – primeiro a sós; depois, se necessário, com mais duas ou três pessoas; e, por fim, quando for preciso, com toda a comunidade – significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento“, disse ainda o Papa, ressaltando que “as queixas e as calúnias são mais fáceis, mas não produzem nada e paralisam muitas situações. O Evangelho, pelo contrário, educa-nos para a liberdade, na caridade“.
Pela graça, somos irmãos e irmãs que podem estar unidos
A seguir, Leão XIV citou “a segunda forma de amar fraternalmente, que, para Jesus, molda até mesmo a oração: chegar a um acordo“. “Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça”, frisou o Pontífice, citando o que Jesus diz: «Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu».
O Papa concluiu, pedindo a Maria, “que após o anúncio do anjo se apressou a ir ter com a sua prima Isabel, para partilhar a felicidade e o cansaço da gravidez, que também nos ensine a dívida alegre do amor fraterno”.

