Oriente Médio: negociações sobre as inspeções da AIEA no Irã

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As negociações técnicas entre Teerã e Washington continuam em andamento, mas ainda precisa ser esclarecida a questão das inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas usinas nucleares iranianas. Por outro lado, foi anunciado o acordo para o desbloqueio dos fundos iranianos congelados. A lar Branca aumenta a pressão sobre Israel para que retire suas tropas do Líbano

Vatican News

“Não nos reunimos” com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, nem há visitas programadas: assim, o Ministério das Relações Exteriores iraniano desmente as declarações dos Estados Unidos de que Teerã teria aceitado as inspeções da AIEA. No entanto, a lar Branca não desiste e rebate que “se o Irã não tivesse aceitado, então não haveria ulteriores negociações”. A questão nuclear, portanto, ainda não está esclarecida, com o governo de Teerã continuando a reiterar que a produção de energia nuclear tem fins pacíficos e que não tem nada a ver com a fabricação da bomba nuclear.

As declarações da AIEA

Embora haja declarações contraditórias sobre as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas usinas iranianas, o diretor-geral da AIEA, Raphael Grossi, ressaltou que essas inspeções ocorrerão, se não agora, em um porvir próximo. As relações entre Teerã e a agência têm sido marcadas por tensões no passado, devido às acusações do governo iraniano de uma colaboração entre a AIEA e Israel.

A questão dos mísseis

Outra questão que dificulta as negociações é a do programa de mísseis iraniano. Várias vezes no passado, o chefe da lar Branca, Donald Trump, reiterou a necessidade de Teerã reduzir sua capacidade de produção de mísseis. Na terça-feira, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, com palavras que não deixam margem para manobras, deixou claro que os mísseis balísticos “não fazem parte do acordo com os Estados Unidos” e “nunca farão”.

O Estreito de Ormuz

O Irã continua afirmando que pretende manter o controle total sobre a passagem marítima, que permaneceu bloqueada até a assinatura digital dos acordos na França, embora, segundo Trump, “19 milhões de barris” de petróleo já tenham transitado esta terça-feira pelo Estreito. De acordo com o que declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em missão diplomática nos Emirados Árabes Unidos, cobrar pedágio no Estreito de Ormuz seria ilegal. O Catar compartilha dessa opinião e declarou se opor a qualquer plano iraniano de impor tarifas no Estreito, uma medida contrária a qualquer protocolo internacional.

A frente libanesa

Enquanto isso, uma delegação libanesa chegou aos EUA para uma nova rodada de negociações com Israel. Segundo Teerã, a condição necessária para pôr fim à guerra sempre foi a retirada das tropas israelenses do País dos Cedros. A mídia israelense divulgou que os Estados Unidos esperam que as negociações levem Israel a aceitar uma retirada parcial de alguns territórios do sul do Líbano, onde as tropas israelenses seriam substituídas pelo exército libanês, no que é definido como um “programa piloto” que prevê a retirada das Forças de Defesa de Israel (IDF) de algumas áreas do sul do País dos Cedros e a transferência do controle para o exército de Beirute. Desde 2 de março, quando as hostilidades com o Hezbollah foram retomadas, os ataques de Telaviv causaram mais de 4.000 mortos no Líbano.

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