Paralelamente às negociações, as Forças de Defesa de Israel intensificaram as operações no sul do Líbano com ataques nas áreas de Tiro e Bint Jbeil e uma nova ordem de evacuação para a vila de Al Mansouri, a primeira desde 14 de junho passado. Um ataque com drone na região de Tebnine causou pelo menos um morto e onze feridos
Vatican News
As negociações entre o Líbano e Israel, em andamento em Roma, foram retomadas na manhã desta quinta-feira. Na quarta, elas haviam sido encerradas várias horas antes do previsto, justamente enquanto, em terras libanesas, a escalada militar se intensificava no sul do país. Apesar da interrupção do segundo dia de negociações, mediadas pelos Estados Unidos, as delegações voltaram a se reunir esta quinta-feira para a sétima rodada de consultas.
Tensão entre as partes
Segundo um funcionário do Departamento de Estado norte-americano, a sessão foi suspensa devido a “desenvolvimentos no território” libanês, apesar de terem sido registrados avanços técnicos na implementação do acordo-quadro alcançado em 26 de junho, em Washington. Fontes israelenses, citadas pelo Times of Israel, afirmam, por outro lado, que o pedido para interromper os trabalhos partiu da delegação de Israel, que acusa Beirute de ter divulgado informações falsas à mídia libanesa. No centro das discussões permanecem algumas das questões mais delicadas: o porvir das “zonas-piloto” no sul do Líbano, das quais Israel deveria se retirar, deixando o controle para o exército libanês com o desmantelamento simultâneo das infraestruturas do Hezbollah; o mecanismo internacional de verificação do acordo, para o qual o Líbano teria proposto também uma participação da Itália; a definição da fronteira e o pedido libanês de prorrogar o cessar-fogo por mais 60 dias. Além disso, permanecem sem solução as questões do desarmamento do Hezbollah e da libertação dos detidos libaneses presos por Israel em 2024.
Retomam-se os confrontos no sul do Líbano
Paralelamente às negociações, as Forças de Defesa de Israel intensificaram as operações no sul do Líbano com ataques nas áreas de Tiro e Bint Jbeil e uma nova ordem de evacuação para a vila de Al Mansouri, a primeira desde 14 de junho passado. Um ataque com drone na região de Tebnine causou pelo menos um morto e onze feridos. Esta quinta-feira, o exército israelense também confirmou a morte de dois reservistas, mortos pela deflagração de um artefato explosivo durante uma operação em Majdal Zoun: seriam os primeiros militares israelenses mortos no sul do Líbano desde 28 de junho. Em resposta, durante a noite continuaram os bombardeios israelenses em diversas localidades do sul do país, onde, segundo fontes libanesas, há numerosos feridos e novos deslocados. Vários meios de comunicação falaram de “vilas inteiras arrasadas”. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram esta quinta-feira que levaram de volta a Israel os 15 ativistas pró-colônias que na quarta cruzaram ilegalmente a fronteira com o Líbano, chegando à aldeia de Ghajar. Em um comunicado publicado no X, as IDF condenaram “firmemente este episódio, que representa mais um caso de grave interferência nas atividades operacionais e coloca em risco a segurança dos militares israelenses que atuam na área”.


